Suspeito de matar a ex companheira em Gravataí também era socorrista do Grave

Atualizado: 21 de jul.

Presidente do grupo de resgate voluntário já encaminhou o desligamento do suspeito da equipe de socorrista


Um crime abalou as cidades de Gravataí e Cachoeirinha. A técnica de enfermagem e socorrista voluntária Ketelyn Mota Cabeleira e seu atual companheiro Fernando Ávila foram mortos a tiros na madrugada deste sábado, 16. A moça possuía uma medida protetiva contra um ex companheiro, que segundo testemunhas relataram à Polícia, teria sido visto nas imediações da residência no momento do crime.

Ketelyn Mota Cabeleira era socorrista voluntária do Grave e tinha medida protetiva


O duplo homicídio ocorreu por volta das 2h50min. na rua Alzira Fonseca Schimitz, bairro Cruzeiro, em Gravataí. Os relatos das testemunhas não deixam dúvidas. O suspeito foi visto e reconhecido no local do crime, quando chegou com o seu carro invadiu a residência e entrou atirando contra a vítima, que estava com o seu atual companheiro. Após o crime, Vagner fugiu do local e até agora não foi localizado. A polícia suspeita que o mesmo não teria aceitado o fim do relacionamento.


A exemplo de Ketelyn, o ex companheiro também era socorrista Grupo de Resgate e Apoio Voluntário de Emergência (GRAVE), que tem sua sede em Cachoeirinha, na Rua Tamoios, próximo à prefeitura. Segundo o presidente da organização, Michel Silva, o suspeito de cometer os homicídios será banido e não terá mais qualquer ligação com o Grave. Ele continua sendo procurado pela polícia.


Ketelyn deixou uma filha bebê, que vai completar um ano.

Ketelyn Mota Cabeleira e seu atual companheiro Fernando Ávila foram mortos a tiros


O Grave emitiu uma nota de pesar e decretou luto de 7 dias pela perda da voluntária:


"O GRAVE está em luto oficial por 7 dias em memória a voluntária Ketelyn Mota que foi vítima de um possível feminicídio ao lado de seu namorado na madrugada de hoje em Gravataí.


O feminicídio é a triste consequência do machismo alicerçado na naturalização de comportamentos, que fazem pessoas acreditarem que diferenças sexuais respaldam superioridade de um gênero sobre o outro. A vida humana é feita de dissabores e escolhas. Violência não é solução, tampouco justificativa para as frustrações vividas.


Diante tamanha atrocidade, não seremos complacentes com tamanho desrespeito à dignidade da pessoa humana e banalização da vida. Logo, REPUDIAMOS, de forma veemente, o ato brutal cometido com a Ketelyn.


Expressamos nossa solidariedade às famílias das vítimas, na certeza de que a justiça será feita, assim como da continuidade do combate às violências que depreciam o viver em sociedade."


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