Que Brasil faremos?

Lula e Bolsonaro têm inúmeras diferenças. Lula e Bolsonaro têm muitas semelhanças. E o povo brasileiro é muito mais plural, mais complexo, mais inteligente e mais importante do que ambos. Mas é sob a liderança dessas duas figuras conhecidas da política brasileira que vai se desenhar o cenário eleitoral deste ano. Eu sou daqueles que ainda não duvidam da possibilidade de um terceiro nome representar um caminho alternativo para o Brasil. No entanto, óbvio é que, como menos de 80 dias nos separam da data em que vamos às urnas, vejo essa hipótese perdendo viabilidade.

Mas que Brasil vamos construir depois das eleições? Nesta semana, iniciou o prazo oficial para homologação das candidaturas. Até 5 de agosto, todas as chapas precisam estar registradas. No dia seguinte, 06/08, a campanha eleitoral estará oficialmente aberta. Fato é que o Brasil, seja qual for o resultado das eleições de 2022, terá grandes desafios a vencer. Não apenas nos campos econômico e social, mas será desafiado a provar a solidez de suas instituições e a maturidade do seu Estado Democrático de Direito. Parece-me que esta é uma das grandes tarefas do eleitorado pensante para a definição de seus candidatos: a cobrança de uma postura respeitosa, capaz de colocar-se a serviço da Nação, seja qual for o resultado eleitoral.


O Mestre e grande brasileiro Ariano Suassuna (escritor, dramaturgo e, entre outros títulos, Presidente de Honra do meu PSB), certa vez contou: “eu considero os otimistas ingênuos e, os pessimistas, amargos. Então, eu me considero um realista esperançoso”. É com essa esperança realista que também não me permito desistir de acreditar em um futuro próspero para o Brasil. Lembrando sempre que as mudanças que almejamos dependem também das ideias, mas, sobretudo, das atitudes.


Portanto, devemos enfrentar este período de debates eleitorais com a mais absoluta atenção. Sejamos firmes e combativos na defesa das ideias que nos movem. Mas não vamos abrir mão do respeito, da tolerância, da civilidade. Nós, brasileiras e brasileiros, ainda temos um país por demais desigual e injusto para corrigir. A eleição é uma etapa, mas não o fim. E o mesmo Suassuna já sentenciou: “entre a indignação e a resignação, a gente conta com a esperança, para lutar sempre”. Sigamos!

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