Governo do Estado anuncia venda da Corsan ainda para 2022

O governo do Estado anunciou, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (13), a desistência da venda de ações da Corsan. Com isso, o Executivo gaúcho muda a proposta do modelo da entrega da companhia à iniciativa privada e decide pela venda de 100% da estatal. Cachoeirinha é um dos municípios gaúchos abastecidos pela companhia.

Corsan: Companhia deverá ser privatizada ainda neste ano


— A companhia não irá mais perseguir o processo de IPO e irá, sim, perseguir a decisão que, na minha visão, dia após dia se mostra mais acertada, que é a privatização — resumiu o diretor-presidente da Corsan, Roberto Barbuti, durante a fala no Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini.


A mudança nos planos do governo já havia sido indicada em "fato relevante" publicado pela Corsan no início da manhã, informando que a companhia e o acionista controlador (o Estado gaúcho) haviam decidido não recorrer da decisão do TCE e que o processo de privatização seria reestruturado.


Por meio do IPO, o Estado manteria parte das ações e seguiria ligado à administração da Corsan. Agora, com a decisão pela venda integral da companhia, o governo irá se desfazer totalmente do vínculo. Conforme o diretor-presidente da Corsan, Roberto Barbuti, o objetivo é realizar o leilão ainda em 2022.


— Estamos empenhados em buscar o desafio que foi colocado, de fazer a privatização ainda dentro desse ano. Entendo que é possível, mas tem um trabalho pela frente para detalhar esse passo a passo e conseguir fazer com que a Corsan, de fato, cumpra seu papel perante a sociedade gaúcha, e o faça de forma que dê conforto a todos os envolvidos.


Barbuti lembra da necessidade de a Corsan receber recursos para atender ao novo Marco Legal do Saneamento — conforme ele, a companhia precisa de investimentos na ordem de R$ 13 bilhões. Ele acredita que, com a venda integral, abre-se espaço para buscar uma maximização do preço de venda da estatal.


Questionado sobre a viabilidade de concluir a privatização ainda em 2022, o chefe da Casa Civil, Artur Lemos Júnior, concordou que o objetivo é "desafiador", mas afirmou que as privatizações feitas anteriormente no Estado trouxeram bagagem para que o processo seja bem conduzido.


— Temos exemplos do que privatizamos recentemente, que foram as companhias de energia, CEEE-T e CEEE-D, e também a própria Sulgás. Mas isso também nos deu uma bagagem de conhecimento e de caminhos que podem acelerar o passo em alguns detalhes. Sabemos que é desafiador, mas acreditamos que é possível, sim, por todo o trabalho que foi realizado até agora.

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