ESCOLHAS


Quando von Paumgartten (Maria José von Paumgartten Deane) afirmou: “A vida é feita de escolhas. Primeiro fazemos nossas escolhas, depois nossas escolhas nos fazem", se referiu a lei de ação e reação de Newton. Maria era uma médica brasileira, Newton, um cientista britânico. Os dois, estudiosos da ciência, falaram verdades com palavras distintas.

Maria José von Paumgartten Deane


Distintos foram os jornalistas Jorá e Nina, o primeiro por me incentivar a escrever e o segundo por ter apadrinhado minha coluna de opinião. Lembrei disso logo que fui convidado para contribuir para a nova fase do Jornal de Cachoeirinha. Não pude resistir a nostalgia de voltar aos anos 90, Escolhi começar a escrever, no auge dos meus 22 anos, se não me falha a memória.


Falando em memórias, escutei uma vez de um sábio, daqueles com pouco estudo e muita espiritualidade, que viver no passado não é inteligente: Se relembramos momentos ruins, nos remetemos a tristezas e experimentamos da impotência de não poder voltar atrás e fazer novamente, da mesma forma, se rememoramos tempos bons, sofremos de saudades pretéritas. Pensar no passado é sofrer, tanto com as boas, como com as más recordações!


O mesmo ocorre no futuro, desde muito cedo fiquei preso no futuro. Quem nunca esteve? É uma prisão cruel, pois cumpre-se a pena que, quando chegar determinado momento, estaremos em situações majoradas diferentes, o que em geral não ocorre. A prisão no futuro nos impede de desfrutar o presente. É focar no destino final, sem aproveitar as benesses da viagem.


O bom mesmo é viver o presente, assim ditam filosofias maçônica, Kardecista, budista e outras. O “osso” é o exercício de grudar no agora, até desenvolver o hábito de permanecer 100% nele. Para quem acredita, talvez aí esteja um dos segredos da vida, que aprendi cultivando cabelos brancos.

De toda sorte, desta vez (apenas desta), me permiti falar do passado, sem pensar no futuro, apesar da certeza do êxito do relançamento do Jornal de Cachoeirinha, cujo leme está nas mãos de André Boeira, ex-colega Cadopiano, amigo desde o século XX.


Muito obrigado pelo convite, seguiremos escrevendo semanalmente, vivendo o presente como era no passado, talvez mais maduro, fortalecido pela sábia escolha que fiz de escrever há 30 anos. Ação “herculizada” por amigos, que com o tempo, me ajudaram, pelo menos tentaram e ainda tentam, me fazer melhor.




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